PROPPG · UFTM
O plano completo
Do método ao detalhe: como o diagnóstico virou plano, o que a comunidade decidiu, e as metas, indicadores e ações que saíram disso.
Voltar à aberturaA cadeia
Seis métodos, nesta ordem
Ao lado de cada método está o que ele produziu neste plano — não é teoria: cada etapa deixou um resultado concreto que a seguinte usou como ponto de partida.
Matriz SWOT· Forças, fraquezas, oportunidades e ameaças
O retrato da situação, feito com a comunidade: o que temos de bom, o que precisa melhorar, o que o ambiente oferece e o que nos pressiona de fora.
Produziu aqui: 38 itens validados pela comunidade — 7 forças, 10 fraquezas, 12 oportunidades e 9 ameaças.
Ishikawa + 5 Porquês· Causas-raiz dos principais problemas
Perguntar “por quê?” até chegar à origem. Vários problemas da lista são efeitos de umas poucas causas comuns — atacar a raiz resolve vários de uma vez.
Produziu aqui: 4 causas-raiz que, juntas, explicam cerca de 10 dos 38 itens.
Matriz TOWS· Opções estratégicas (cruzamento)
Cruzar o que temos dentro com o que existe fora, para gerar caminhos de ação: crescer, proteger, melhorar e defender.
Produziu aqui: 19 opções estratégicas, distribuídas em quatro posturas.
Matriz GUP· Priorização por Gravidade × Urgência × Probabilidade
Decidir por onde começar. Cada problema recebe uma nota de gravidade, urgência e probabilidade — e a multiplicação define a fila.
Produziu aqui: um ranking de 18 problemas, com 7 deles na zona crítica.
SMART· Objetivos, metas e indicadores
Transformar prioridade em meta mensurável: o que exatamente vamos alcançar, até quando, e como saberemos que chegamos lá.
Produziu aqui: 7 eixos, 28 metas com prazo e 28 indicadores com fórmula e fonte.
5W2H· Planos de ação executáveis
Detalhar cada ação: o quê, por quê, onde, quando, quem faz, como e quanto custa.
Produziu aqui: 13 ações, cada uma com responsável, marco e custo estimado.
A cadeia na prática
Um problema, do começo ao fim
A melhor forma de entender é ver a cadeia agir sobre um caso. Acompanhe a morosidade nas compras — a fraqueza mais consensual do diagnóstico — atravessando as seis etapas até virar ação com prazo e responsável.
Diagnóstico
O que a comunidade apontou?
“Morosidade e excesso de etapas burocráticas em compras, licitações e manutenção de equipamentos.” Foi a fraqueza de maior concordância entre as dez: 95%.
Causa-raiz
Por que isso acontece?
Perguntando cinco vezes: o processo demora → há itens desertos → o recurso é pulverizado e as empresas não se interessam → não existe outra via além da licitação → implantá-la exige tramitação dentro e fora da UFTM. A raiz: não há um processo de compras dedicado à pesquisa.
Estratégia
Que resposta é possível?
Cruzando essa fraqueza com o corte orçamentário e os editais subaproveitados, nasce uma estratégia de sobrevivência: desburocratizar as compras para blindar a pesquisa da restrição de recursos.
Priorização
Isso vem primeiro?
Gravidade 5 × Urgência 5 × Probabilidade 5 = 125 pontos, a maior nota possível. Empatado em 1º entre os 18 problemas avaliados: sim, vem primeiro.
Meta
O que exatamente vamos alcançar?
Reduzir o tempo médio das compras para pesquisa em 80%, até 2027. Medida pelo tempo médio de aquisição — dias entre a abertura e a entrega do processo —, aferido a cada trimestre.
Ação
Quem faz o quê?
Implantar o cartão pesquisador: instruir a contratação que ele exige, regulamentar seu uso para as verbas de pesquisa e capacitar as equipes. Responsáveis: Diretorias de Pesquisa e de Pós-Graduação, com a PROAD e a Procuradoria. Sem custo de investimento.
Repare no que a cadeia garante. Essa ação não foi escolhida por intuição: existe porque a comunidade apontou o problema, a análise achou sua origem e a priorização o pôs em primeiro lugar. Cada uma das 13 ações do plano tem uma cadeia como esta atrás de si.
Para ler o plano
A chave dos códigos
No plano e no relatório você vai encontrar códigos curtos como W3 ou M3.1. Eles existem para que nada se perca no percurso: qualquer ação pode ser rastreada até o item do diagnóstico que a originou.
- Força — o que já temos de bom
- Fraqueza — o que precisa melhorar
- Oportunidade — o que o ambiente oferece
- Ameaça — o que nos pressiona de fora
- Eixo — uma das 7 grandes frentes do plano
- Meta — um resultado com número e prazo. M3.1 é a 1ª meta do eixo 3
As letras W e T vêm do inglês (weakness e threat), padrão do método. Você não precisa decorar nada: sempre que um código aparece, o nome do item vem junto.
Etapa 1 · O que a comunidade decidiu
Resultados da consulta e da audiência
A Missão, a Visão e os Valores foram votados ao vivo na audiência pública de 18/06/2026. A Matriz SWOT reúne 38 itens: os mais debatidos foram rediscutidos e revotados na audiência, os demais vieram da consulta online. Todo percentual abaixo é calculado sobre quem se manifestou, desconsiderando as abstenções.
Participação
120
respostas na consulta online
32
participantes na audiência pública (SWOT) · 18/06/2026
23
participantes na votação de Missão, Visão e Valores
São pessoas, não votos. Como a votação foi item a item, cada participante votou várias vezes: os itens revotados na audiência receberam de 31 a 32 votos cada, e os de Missão, Visão e Valores, de 22 a 23. A contagem de votos de cada item aparece ao lado dele.
Missão, Visão e Valores
Validados na audiência pública de 18/06/2026.
Missão
Fomentar, integrar e qualificar a pesquisa e a pós-graduação na UFTM, promovendo a geração, difusão e aplicação de conhecimentos científicos, tecnológicos e inovadores, com ênfase no desenvolvimento regional, nacional e internacional, como também bem no bem-estar da sociedade, formando recursos humanos de excelência comprometidos com as demandas sociais, culturais, econômicas e ambientais do território.
21 concordam · 2 discordam
Visão
Ser referência na pesquisa e na pós-graduação, com reconhecimento regional, nacional e internacional, orientando a produção e a aplicação do conhecimento científico, tecnológico e inovador para a melhoria da qualidade de vida da sociedade.
22 concordam · 0 discordam
Valores
Excelência acadêmica
Compromisso com a qualidade na pesquisa, na pós-graduação e na formação de recursos humanos.
22 concordam · 0 discordam
Impacto social e desenvolvimento regional, nacional e internacional
Orientação da produção e aplicação do conhecimento para enfrentar desafios do território e melhorar a qualidade de vida da sociedade.
21 concordam · 1 discordam
Ética e integridade científica
Atuação responsável, transparente e alinhada às boas práticas acadêmicas e institucionais.
22 concordam · 0 discordam
Inovação e transformação do conhecimento
Promoção da criatividade e da aplicação do conhecimento científico e tecnológico em soluções para a sociedade.
22 concordam · 0 discordam
Cooperação e inclusão
Valorização do trabalho colaborativo, da interdisciplinaridade e do acesso equitativo à pesquisa e à pós-graduação.
22 concordam · 0 discordam
Matriz SWOT consolidada
Itens marcados como Audiência foram rediscutidos e revotados ao vivo em 18/06/2026; os demais foram validados na consulta online.
Forças(7)
Produção científica e tecnológica contínua, com publicações indexadas.
89%concordânciaAudiência24 concordam · 3 discordam · 5 sem opiniãoNa consulta online este item teve 82% de concordância (85 concordam · 19 discordam).
Excelência reconhecida na área da Saúde pela qualidade das atividades de ensino, pesquisa e infraestrutura.
90%concordânciaConsulta online80 concordam · 9 discordam · 30 sem opiniãoCorpo docente qualificado e comprometido com a formação acadêmica, a pesquisa, a inovação e a extensão.
88%concordânciaConsulta online98 concordam · 13 discordam · 8 sem opiniãoProgramas de pós-graduação stricto sensu em consolidação, com avaliação CAPES positiva e indicadores em evolução.
98%concordânciaConsulta online91 concordam · 2 discordam · 26 sem opiniãoPesquisa com relevância social e regional, relacionadas com as demandas do Triângulo Mineiro.
88%concordânciaConsulta online84 concordam · 12 discordam · 22 sem opiniãoProgramas de iniciação científica consolidados como porta de entrada à formação para a pesquisa e a pós-graduação.
89%concordânciaConsulta online94 concordam · 12 discordam · 13 sem opiniãoPluralidade de linhas de pesquisa distribuídas pelas grandes áreas do conhecimento (Ciências da Vida, Exatas e da Terra, Humanas, Sociais Aplicadas, Engenharias e Multidisciplinar), com potencial para integração interdisciplinar.
89%concordânciaConsulta online94 concordam · 12 discordam · 13 sem opinião
Fraquezas(10)
Infraestrutura laboratorial e de manutenção insuficiente para as demandas de pesquisa e inovação.
85%concordânciaConsulta online79 concordam · 14 discordam · 27 sem opiniãoSobrecarga dos docentes que atuam na pós-graduação, sem reconhecimento proporcional — no plano de carreira e na distribuição de carga horária — da dedicação exigida.
84%concordânciaConsulta online79 concordam · 15 discordam · 26 sem opiniãoMorosidade e excesso de etapas burocráticas nos processos de compras, licitações e contratação de manutenção de equipamentos.
95%concordânciaConsulta online96 concordam · 5 discordam · 19 sem opiniãoInternacionalização em estágio incipiente na pesquisa, na pós-graduação e na formação discente.
95%concordânciaConsulta online89 concordam · 5 discordam · 26 sem opiniãoNúmero de bolsas de iniciação científica inferior à demanda existente.
89%concordânciaConsulta online84 concordam · 10 discordam · 26 sem opiniãoCultura institucional ainda incipiente em inovação, transferência de tecnologia e propriedade intelectual.
94%concordânciaConsulta online88 concordam · 6 discordam · 25 sem opiniãoAssimetria entre as áreas de conhecimento, com diferentes graus de consolidação na pós-graduação.
92%concordânciaConsulta online79 concordam · 7 discordam · 34 sem opiniãoFragilidades na qualidade e no acompanhamento da orientação discente e ausência de canais institucionais de acolhimento para situações de constrangimento na relação orientador–orientando.
70%concordânciaAudiência19 concordam · 8 discordam · 4 sem opiniãoNa consulta online este item teve 70% de concordância (14 concordam · 6 discordam).
Reduzida oferta de oportunidades de qualificação para os técnico-administrativos com foco no apoio à pesquisa e à pós-graduação.
83%concordânciaConsulta online15 concordam · 3 discordam · 17 sem opiniãoNúmero de bolsas de pós-graduação inferior à demanda.
100%concordânciaConsulta online21 concordam · 0 discordam · 14 sem opinião
Oportunidades(12)
Ambiente externo de fomento ativo, com fluxo regular de editais estaduais, nacionais e internacionais (CAPES, CNPq, FAPEMIG, FINEP, agências internacionais).
89%concordânciaConsulta online97 concordam · 12 discordam · 11 sem opiniãoExistência de redes de pesquisa e programas de internacionalização (PrInt-CAPES, CAPES Global, COFECUB, Erasmus, parcerias bilaterais) para ampliação da inserção da UFTM no norte e sul global.
90%concordânciaConsulta online93 concordam · 10 discordam · 17 sem opiniãoArticulação de pesquisa aplicada às demandas reais da UFTM e do HC-UFTM, transformando problemas operacionais e institucionais em objetos de projetos científicos com solução interna.
90%concordânciaConsulta online85 concordam · 9 discordam · 25 sem opiniãoParcerias com setor produtivo, empresas públicas e iniciativa privada via P&D e inovação tecnológica.
96%concordânciaAudiência24 concordam · 1 discordam · 6 sem opiniãoNa consulta online este item teve 81% de concordância (80 concordam · 19 discordam).
Expansão da agenda federal de políticas afirmativas e permanência na pós-graduação, criando ambiente favorável e fontes específicas de fomento para programas de inclusão.
85%concordânciaConsulta online81 concordam · 14 discordam · 25 sem opiniãoDemanda social por formação em nível de mestrado e doutorado no país.
89%concordânciaConsulta online89 concordam · 11 discordam · 20 sem opiniãoArticulação da pesquisa com a gestão pública e as políticas públicas, aproximando a produção científica das demandas sociais do território.
100%concordânciaAudiência30 concordam · 0 discordam · 1 sem opiniãoNa consulta online este item teve 77% de concordância (20 concordam · 6 discordam).
Expansão, popularização e evolução de IAs, que podem fomentar diferentes novas formas de fazer pesquisa em todas as áreas do conhecimento, em menor tempo e com menos recursos.
100%concordânciaAudiência28 concordam · 0 discordam · 3 sem opiniãoNa consulta online este item teve 82% de concordância (18 concordam · 4 discordam).
Demanda interna de servidores da UFTM — técnico-administrativos e docentes — por formação em nível de especialização, mestrado e doutorado.
84%concordânciaConsulta online21 concordam · 4 discordam · 10 sem opiniãoCooperação com instituições de ensino e pesquisa da região (UFU, UEMG, UFMG, entre outras) para compartilhamento de pessoal, equipamentos e técnicas e fortalecimento de laços institucionais.
89%concordânciaConsulta online24 concordam · 3 discordam · 8 sem opiniãoAgendas regionais estratégicas em expansão — saúde pública e envelhecimento populacional, agronegócio e biotecnologia no Triângulo Mineiro — como vetores de pesquisa aplicada e inovação.
100%concordânciaConsulta online20 concordam · 0 discordam · 15 sem opiniãoPotencial de integração interdisciplinar entre grupos de pesquisa e programas de pós-graduação.
97%concordânciaConsulta online28 concordam · 1 discordam · 6 sem opinião
Ameaças(9)
Descompasso entre o que é cobrado do docente/pesquisador e o que de fato importa. O sistema atual avalia o pesquisador pelo volume da sua produção, mas não mede aquilo que sustenta a missão da pós-graduação: a qualidade da formação e o impacto efetivo das pesquisas na sociedade.
90%concordânciaConsulta online95 concordam · 10 discordam · 13 sem opiniãoA inserção da UFTM em um eixo geográfico de forte concentração universitária (Triângulo Mineiro, interior paulista e capital mineira) coloca a instituição em concorrência direta com IES melhor estruturadas pela atração de docentes, ingresso de discentes qualificados e captação de recursos.
79%concordânciaAudiência22 concordam · 6 discordam · 3 sem opiniãoNa consulta online este item teve 84% de concordância (82 concordam · 16 discordam).
Instabilidade de políticas públicas de C&T e descontinuidade de programas de fomento.
100%concordânciaConsulta online103 concordam · 0 discordam · 15 sem opiniãoCortes orçamentários federais e contingenciamentos sobre ciência e tecnologia.
99%concordânciaConsulta online110 concordam · 1 discordam · 6 sem opiniãoUso indiscriminado de ferramentas de inteligência artificial comprometendo a aprendizagem, a autonomia intelectual e a integridade acadêmica.
72%concordânciaAudiência21 concordam · 8 discordam · 2 sem opiniãoNa consulta online este item teve 71% de concordância (17 concordam · 7 discordam).
Rigidez normativa dos colegiados de pós-graduação no reaproveitamento de créditos cursados em outras instituições e na oferta de estágio de docência.
44%concordânciaAudiência11 concordam · 14 discordam · 6 sem opiniãoNa consulta online este item teve 65% de concordância (11 concordam · 6 discordam).
Baixo aproveitamento institucional de editais externos disponíveis.
93%concordânciaConsulta online81 concordam · 6 discordam · 31 sem opiniãoIndicadores crescentes de esgotamento e adoecimento mental entre docentes, discentes e técnico-administrativos, no contexto das exigências do trabalho acadêmico em pesquisa e pós-graduação.
93%concordânciaConsulta online88 concordam · 7 discordam · 23 sem opiniãoAusência de política de assistência estudantil específica para a pós-graduação (moradia, alimentação e apoio psicológico), comprometendo a permanência discente.
92%concordânciaConsulta online24 concordam · 2 discordam · 7 sem opinião
O percentual de concordância é calculado sobre os votos que se manifestaram — concordam ÷ (concordam + discordam) —, desconsiderando as abstenções (“não sei opinar”). Todas as votações foram anônimas.
Um item foi excluído depois. A ameaça “rigidez normativa dos colegiados no reaproveitamento de créditos e na oferta de estágio de docência” aparece acima com 44% — o único item rejeitado pela maioria dos presentes na audiência (11 concordaram, 14 discordaram). Por isso foi retirado da matriz na revisão de julho de 2026 e não aparece nas etapas seguintes. A votação permanece publicada aqui porque é o registro do que a comunidade decidiu — por isso as ameaças somam 9 nesta seção e 8 na priorização.
Etapa 2 · Causa-raiz
Quatro causas explicam a maior parte dos problemas
Os 38 itens do diagnóstico foram agrupados em seis famílias de causa e depois aprofundados com a pergunta “por quê?”, cinco vezes seguidas em cada problema grave. Chegou-se a quatro origens comuns — atacar a raiz resolve vários itens de uma vez.
Processo de compras não dedicado à pesquisa
A via licitatória comum não atende à escala nem à urgência dos insumos de laboratório: o recurso é pulverizado e os itens ficam desertos.
O que o plano faz: Cartão pesquisador (M3.1 · Ação 1)
Captação tratada como esforço individual
Nunca houve estrutura institucional de prospecção e escrita de projetos — cada pesquisador se vira sozinho, e editais disponíveis se perdem.
O que o plano faz: Núcleo de captação e painel de editais (M6.1, M6.4 · Ações 2 e 3)
Ausência de política de permanência e bem-estar
Pressão por produção, insegurança financeira e conflitos de orientação sem canal de mediação — sem uma política que integre saúde mental, permanência e qualidade da formação.
O que o plano faz: Acolhimento, bolsas e assistência estudantil (M1.1, M1.2, M1.3 · Ações 4 e 5)
Gestão fragmentada da infraestrutura
Os laboratórios multiusuários foram criados recentemente e nem todas as fases de implantação foram concluídas; falta inventário e plano de manutenção.
O que o plano faz: Plano de manutenção e inventário multiusuário (M3.2, M3.3 · Ação 6)
Etapa 3 · Cruzamento estratégico
19 opções estratégicas
A Matriz SWOT, sozinha, é uma lista — um retrato, não uma estratégia. Cruzar o ambiente interno (forças e fraquezas) com o externo (oportunidades e ameaças) transforma o retrato em opções de ação, em quatro posturas.
Forças × Oportunidades → crescer
5 estratégiasPotencializar o que temos de melhor para capturar as oportunidades do ambiente. É onde mora a ambição do plano.
- FO1Estruturar programas indutores de pesquisa aplicada nas agendas regionais (saúde e envelhecimento; agro e biotecnologia), transformando demandas do território, da UFTM e do HC-UFTM em projetos científicos com solução interna.→ eixo 2
- FO2Firmar parcerias de P&D com o setor produtivo, ancoradas na qualificação docente, captando em editais de inovação e diversificando fontes.→ eixos 5 e 6
- FO3Posicionar a UFTM cedo na curva da IA na pesquisa — trilha de formação e ambientes de pesquisa assistida por IA como diferencial de produtividade.→ eixo 5
- FO4Consolidar o pipeline iniciação científica → mestrado → doutorado como via de atração e retenção de talentos, aproveitando a demanda social e a agenda de permanência.→ eixos 1 e 2
- FO5Formar redes interinstitucionais e projetos interdisciplinares que compartilhem pessoal, equipamentos e técnicas com instituições da região.→ eixo 4
Fraquezas × Oportunidades → melhorar
6 estratégiasUsar uma janela externa favorável como alavanca para superar uma fragilidade interna.
- WO1Estruturar núcleo de captação e pleitear cotas de bolsas em editais de fomento e políticas afirmativas.→ eixos 6 e 1
- WO2Aprovar e implantar um novo Plano de Internacionalização, apoiando-se nas redes e programas já existentes e submetendo a editais.→ eixo 4
- WO3Desenvolver a cultura de inovação, propriedade intelectual e transferência de tecnologia via parcerias e trilha de formação, com a Agência UFTM de Inovação ativa em depósitos de PI.→ eixo 5
- WO4Ofertar programa de qualificação de técnico-administrativos com foco em apoio à pesquisa e à pós-graduação, aproveitando a demanda interna já manifesta.→ eixo 7
- WO5Induzir seletivamente as áreas menos consolidadas, ancorando-as nas agendas regionais estratégicas e no fomento disponível.→ eixo 2
- WO6Compensar parte do déficit de infraestrutura por compartilhamento regional de equipamentos e laboratórios multiusuários com instituições parceiras.→ eixo 3
Forças × Ameaças → proteger
4 estratégiasMobilizar as forças da instituição para neutralizar ou reduzir as ameaças externas.
- FT1Adotar painel próprio de indicadores de impacto (aplicação, produtos técnicos, alcance social), deslocando o foco do volume para a relevância — resposta institucional à distorção avaliativa.→ eixo 2
- FT2Diferenciar a UFTM pelo nicho de pesquisa aplicada e saúde do território, transformando a inserção regional em vantagem competitiva frente a instituições maiores.→ eixos 2 e 4
- FT3Construir resiliência financeira sobre a base produtiva — usar a competitividade científica para diversificar fontes e reduzir a dependência de repasses sujeitos a corte.→ eixo 6
- FT4Estabelecer diretrizes de uso responsável de IA e governança de integridade, convertendo o risco em prática qualificada apoiada no corpo docente.→ eixo 5
Fraquezas × Ameaças → defender
4 estratégiasOnde a fragilidade interna encontra a ameaça externa — o núcleo defensivo do plano.
- WT1Implantar política integrada de permanência e bem-estar — canal de acolhimento na orientação, assistência estudantil da pós-graduação e ampliação de bolsas. É o cruzamento mais crítico da matriz.→ eixo 1
- WT2Desburocratizar as compras para blindar a pesquisa da restrição orçamentária — rito prioritário, núcleo de captação e painel de editais, garantindo execução ágil dentro dos prazos de edital.→ eixos 3 e 6
- WT3Gerir a infraestrutura contra a obsolescência sob restrição — plano plurianual de manutenção e inventário multiusuário priorizado por criticidade, para fazer mais com menos.→ eixo 3
- WT4Reconhecer a carga da pós-graduação (carreira e carga horária) para reter docentes e conter a evasão e o adoecimento diante da concorrência regional.→ eixo 7
Para onde o plano pende. Reforço e sobrevivência somam 10 das 19 estratégias — coerente com um diagnóstico dominado por fraquezas e ameaças de alta concordância, mas confirma que o plano tende ao corretivo. As estratégias ofensivas são a contrapartida de ambição: são elas que realizam a Visão, em vez de apenas apagar incêndio.
Etapa 4 · Priorização
Por onde começar
Cada fraqueza e ameaça recebeu nota de 1 a 5 em três critérios: gravidade (o impacto se nada for feito), urgência (o quanto não pode esperar) e probabilidade (a chance de piorar). A multiplicação dos três — de 1 a 125 — define a fila.
Enfrentar já — concentrar esforço e orçamento
Planejar no ciclo, com marco definido
Acompanhar e agir na sequência
| # | Problema | G | U | P | Pontos | Zona |
|---|---|---|---|---|---|---|
| 1 | Morosidade nas compras e na manutenção de equipamentos(Fraqueza) | 5 | 5 | 5 | 125 | Crítica |
| 2 | Baixo aproveitamento dos editais de financiamento(Ameaça) | 5 | 5 | 5 | 125 | Crítica |
| 3 | Adoecimento mental de docentes, discentes e técnicos(Ameaça) | 5 | 5 | 4 | 100 | Crítica |
| 4 | Cortes e instabilidade do orçamento federal(Ameaça) | 5 | 4 | 4 | 80 | Crítica |
| 5 | Bolsas de pós-graduação abaixo da demanda(Fraqueza) | 5 | 4 | 4 | 80 | Crítica |
| 6 | Infraestrutura de laboratórios insuficiente(Fraqueza) | 5 | 4 | 4 | 80 | Crítica |
| 7 | Bolsas de iniciação científica abaixo da demanda(Fraqueza) | 4 | 5 | 4 | 80 | Crítica |
| 8 | Fragilidade na orientação e no acolhimento(Fraqueza) | 4 | 4 | 4 | 64 | Alta |
| 9 | Ausência de assistência estudantil na pós-graduação(Ameaça) | 4 | 4 | 4 | 64 | Alta |
| 10 | Cultura incipiente em inovação e propriedade intelectual(Fraqueza) | 4 | 4 | 4 | 64 | Alta |
| 11 | Uso indiscriminado de inteligência artificial(Ameaça) | 3 | 5 | 4 | 60 | Alta |
| 12 | Sobrecarga docente sem reconhecimento(Fraqueza) | 3 | 4 | 4 | 48 | Alta |
| 13 | Internacionalização incipiente(Fraqueza) | 4 | 3 | 4 | 48 | Alta |
| 14 | Avaliação por volume, não por qualidade e impacto(Ameaça) | 4 | 3 | 4 | 48 | Alta |
| 15 | Instabilidade das políticas de ciência e tecnologia(Ameaça) | 4 | 3 | 3 | 36 | Média |
| 16 | Concorrência regional por instituições mais estruturadas(Ameaça) | 3 | 3 | 4 | 36 | Média |
| 17 | Assimetria entre áreas de conhecimento(Fraqueza) | 3 | 3 | 3 | 27 | Média |
| 18 | Necessidade de formação dos técnicos para a pesquisa(Fraqueza) | 3 | 3 | 3 | 27 | Média |
Os 7 problemas em zona crítica concentram o esforço do primeiro ano. Note que os cortes e a instabilidade do orçamento federal não estão sob governo da universidade — para esses, a estratégia não é “resolver”, e sim construir resiliência: diversificar fontes e institucionalizar a captação. Por isso a instabilidade das políticas de ciência e tecnologia, ainda que grave, não ocupa o topo da fila: o plano prioriza aquilo que depende de decisão própria.
Etapa 5 · Objetivos, metas e indicadores
Os 7 eixos estratégicos
Cada eixo tem um objetivo, metas com prazo e indicadores que dizem como cada meta será medida — com fórmula, fonte e frequência de aferição. Abra um eixo para ver o detalhamento.
Eixo 1Formação, permanência e bem-estar na pós-graduação5 metas · 5 indicadores
Objetivo. Assegurar a qualidade da formação e a permanência discente na pós-graduação, ampliando o apoio financeiro, criando canais institucionais de acolhimento e reduzindo os fatores de adoecimento na relação orientador–orientando.
Metas
| Meta | Hoje | Alvo | Prazo |
|---|---|---|---|
| M1.1Implantar canal institucional de acolhimento para situações de constrangimento na relação orientador–orientando. | inexistente | canal em operação | 2027 |
| M1.2Elevar a cobertura de bolsas (IC + PG) frente à demanda qualificada. | a apurar | +20 p.p. | 2029 |
| M1.3Instituir política de assistência estudantil específica da PG (moradia, alimentação e apoio psicológico). | inexistente | política aprovada + 1º ciclo | 2028 |
| M1.4Reduzir a evasão na pós-graduação stricto sensu. | a apurar | −25% relativo | 2029 |
| M1.5Reduzir o tempo de formação na pós-graduação stricto sensu. | a apurar | −10% | 2030 |
Indicadores
| Indicador | Como se calcula | Fonte | Frequência |
|---|---|---|---|
| Taxa de cobertura de bolsas | bolsas ativas ÷ demanda qualificada registrada | Sucupira + editais internos | semestral |
| Nº de atendimentos do canal de acolhimento | contagem de casos acolhidos ou encaminhados | PROPPG | trimestral |
| Cobertura de assistência estudantil PG | discentes PG atendidos ÷ discentes elegíveis | PROPPG/PRACE | anual |
| Taxa de evasão na PG | (desligados sem titulação ÷ total de matriculados ou ingressantes) × 100 | Sucupira | anual |
| Tempo médio de titulação | média de meses entre matrícula e defesa | Sucupira/SISCAD | semestral |
Ações deste eixo: #4 · #5 · #9
Eixo 2Pesquisa, produção e impacto social4 metas · 4 indicadores
Objetivo. Qualificar a produção científica e ampliar seu impacto social e regional, deslocando o foco do mero volume para a relevância e a aplicação do conhecimento às demandas do território, da UFTM e do HC-UFTM.
Metas
| Meta | Hoje | Alvo | Prazo |
|---|---|---|---|
| M2.1Adotar painel de indicadores de impacto, para além do volume: pesquisa aplicada, produtos técnicos, transferência e alcance social. | inexistente | painel publicado | 2027 |
| M2.2Ampliar os projetos de pesquisa aplicada vinculados a demandas reais da UFTM/HC-UFTM e de políticas públicas. | a apurar | +30% | 2029 |
| M2.3Elevar a produção qualificada por docente permanente (revistas de alto impacto e produtos técnicos). | a apurar | +15% | 2029 |
| M2.4Estruturar 4 agendas regionais estratégicas como programas indutores. | 0 | 4 programas | 2028 |
Indicadores
| Indicador | Como se calcula | Fonte | Frequência |
|---|---|---|---|
| Produção qualificada por docente | itens em estratos superiores ÷ docentes permanentes | Capivara/Stela Experta | anual |
| Nº de produtos técnicos e tecnológicos | contagem de produtos técnicos registrados | Sucupira/PROPPG/Agência | anual |
| Taxa de projetos de pesquisa aplicada | projetos com demandante institucional ou social ÷ total de projetos | PROPPG | semestral |
| Índice de impacto social | número de projetos vinculados às agendas estratégicas | PROPPG | anual |
Ações deste eixo: #10 · #11
Eixo 3Infraestrutura e desburocratização da gestão da pesquisa3 metas · 4 indicadores
Objetivo. Modernizar a infraestrutura laboratorial e reduzir o tempo dos processos administrativos (compras e manutenção) que hoje travam a pesquisa e a inovação.
Metas
| Meta | Hoje | Alvo | Prazo |
|---|---|---|---|
| M3.1Reduzir o tempo médio dos processos de compra para pesquisa. | a apurar | −80% | 2027 |
| M3.2Implantar plano plurianual de manutenção e renovação de equipamentos multiusuários. | inexistente | plano + 1º ciclo | 2027 |
| M3.3Mapear e disponibilizar a infraestrutura multiusuária compartilhável entre grupos e programas. | em implantação | 100% do inventário público | 2027 |
Indicadores
| Indicador | Como se calcula | Fonte | Frequência |
|---|---|---|---|
| Tempo médio de aquisição | média de dias entre abertura e entrega do processo | Setor de compras/PROAD | trimestral |
| Taxa de equipamentos operacionais | equipamentos em uso ÷ equipamentos cadastrados | Inventário PROPPG | semestral |
| Nº de equipamentos multiusuários compartilhados | contagem de equipamentos em uso compartilhado | PROPPG | anual |
| Índice de execução do plano de manutenção | ações executadas ÷ ações previstas | PROPPG | semestral |
Ações deste eixo: #1 · #6
Eixo 4Internacionalização e cooperação em rede5 metas · 4 indicadores
Objetivo. Sair do estágio incipiente de internacionalização, ampliando redes, mobilidade e coautoria internacional, e fortalecer a cooperação regional como resposta à concorrência do eixo geográfico.
Metas
| Meta | Hoje | Alvo | Prazo |
|---|---|---|---|
| M4.1Aprovar e implantar um novo Plano Institucional de Internacionalização da PROPPG. | plano de 2021 | plano aprovado | 2027 |
| M4.2Ampliar a coautoria internacional na produção dos programas. | a apurar | +50% relativo | 2029 |
| M4.3Criar espaço de convivência para estrangeiros na UFTM. | 0 | espaço criado | 2027 |
| M4.4Submeter proposta a edital de internacionalização (PrInt/CAPES Global ou equivalente). | 1 | ≥1 submissão | 2029 |
| M4.5Expandir a oferta de disciplinas em línguas estrangeiras nos programas. | 0–1 | 10 disciplinas | 2029 |
Indicadores
| Indicador | Como se calcula | Fonte | Frequência |
|---|---|---|---|
| Índice de coautoria internacional | publicações com coautor no exterior ÷ total de publicações | Capivara | anual |
| Nº de mobilidades (entrada e saída) | contagem de discentes e docentes em mobilidade | PROPPG/ACI | semestral |
| Nº de disciplinas em línguas estrangeiras | contagem de disciplinas ofertadas em língua estrangeira | PROPPG | anual |
| Nº de PPGs com ação de internacionalização | programas com ação formal ÷ total de programas | PROPPG | anual |
Ações deste eixo: #8
Eixo 5Inovação, transferência de tecnologia, PI e uso responsável de IA4 metas · 4 indicadores
Objetivo. Desenvolver a cultura de inovação, propriedade intelectual e transferência de tecnologia, expandindo parcerias com o setor produtivo e estabelecendo diretrizes de uso responsável de IA na pesquisa e na formação.
Metas
| Meta | Hoje | Alvo | Prazo |
|---|---|---|---|
| M5.1Publicar diretrizes institucionais de uso responsável de IA na pesquisa e na pós-graduação. | inexistente | diretriz aprovada + formação | 2027 |
| M5.2Ampliar os depósitos de propriedade intelectual (patentes, softwares, cultivares) e produtos técnicos protegidos. | a apurar | +40% | 2029 |
| M5.3Firmar parcerias de P&D com o setor produtivo (empresas públicas e privadas). | a apurar | ≥6 projetos ativos | 2029 |
| M5.4Ofertar trilha de formação em inovação, PI e empreendedorismo a discentes e docentes. | inexistente | ≥2 turmas/ano | 2028 |
Indicadores
| Indicador | Como se calcula | Fonte | Frequência |
|---|---|---|---|
| Nº de depósitos de PI | contagem de pedidos protocolados no NUPITT | Agência/PROPPG | anual |
| Projetos de P&D com o setor produtivo | contagem de projetos com parceiro externo | Agência/PROPPG | semestral |
| Receita de projetos com parceria | soma dos recursos captados via parcerias | Agência/PROPPG | anual |
| Cobertura da formação em IA responsável | participantes formados ÷ público-alvo | PROPPG | anual |
Ações deste eixo: #7
Eixo 6Fomento, captação e sustentabilidade financeira4 metas · 4 indicadores
Objetivo. Ampliar e diversificar a captação de recursos externos, elevando o aproveitamento institucional de editais para reduzir a dependência de fontes sujeitas a cortes e descontinuidade.
Metas
| Meta | Hoje | Alvo | Prazo |
|---|---|---|---|
| M6.1Estruturar um núcleo de apoio à captação e à elaboração de projetos. | inexistente | núcleo em operação | 2027 |
| M6.2Elevar a taxa de submissão a editais externos pelos grupos e programas. | a apurar | +40% | 2029 |
| M6.3Aumentar o volume de recursos externos captados (fomento + parcerias). | a apurar | +25% real | 2029 |
| M6.4Manter monitoramento e alerta de editais, com calendário e apoio à submissão. | inexistente | painel de editais ativo | 2026 |
Indicadores
| Indicador | Como se calcula | Fonte | Frequência |
|---|---|---|---|
| Taxa de aproveitamento de editais | propostas submetidas ÷ editais elegíveis | Núcleo de captação/PROPPG | trimestral |
| Taxa de aprovação | propostas aprovadas ÷ propostas submetidas | Agências/PROPPG | anual |
| Recursos externos captados | soma dos recursos aprovados no período | PROPPG | anual |
| Diversificação de fontes | nº de fontes distintas com recurso captado | PROPPG | anual |
Ações deste eixo: #2 · #3
Eixo 7Valorização e qualificação de pessoas (docentes e técnicos)3 metas · 3 indicadores
Objetivo. Valorizar e qualificar o corpo docente e técnico-administrativo, reconhecendo a dedicação exigida pela pós-graduação e ampliando a oferta de formação voltada ao apoio à pesquisa.
Metas
| Meta | Hoje | Alvo | Prazo |
|---|---|---|---|
| M7.1Propor critérios de reconhecimento da carga da pós-graduação (distribuição de carga horária e progressão). | inexistente | proposta formalizada | 2028 |
| M7.2Ofertar programa de qualificação para técnico-administrativos com foco em apoio à pesquisa e à PG. | inexistente | ≥1 turma/ano | 2027 |
| M7.3Ampliar o acesso de servidores a mestrado, doutorado e especialização. | a apurar | +20% | 2029 |
Indicadores
| Indicador | Como se calcula | Fonte | Frequência |
|---|---|---|---|
| TAs qualificados para apoio à pesquisa | TAs formados ÷ TAs lotados em apoio à PG | PROPPG/PROGEP | anual |
| Servidores em qualificação stricto sensu | contagem de servidores matriculados | PROGEP | anual |
| Índice de sobrecarga docente na PG | carga horária média do docente na PG ÷ carga do docente atuando só na graduação | PROPPG | anual |
Ações deste eixo: #12 · #13
Sobre as linhas de base. Onde se lê “a apurar”, o valor de partida ainda será levantado com dados institucionais no início do ciclo. As metas-alvo são propostas de calibração, a validar pelo grupo de trabalho — não são números oficiais.
Etapa 6 · Plano de ação
As 13 ações
Cada ação responde a sete perguntas: o quê, por quê, onde, quando, quem faz, como e quanto custa. Estão ordenadas por prioridade de execução.
Cartão pesquisador — agilizar compras e manutençãoCríticaEixo 3 · M3.1
- O quê
- Redesenhar o fluxo de compras de itens de pesquisa, criando um rito prioritário para insumos e manutenção de equipamentos, via cartão pesquisador.
- Por quê
- A morosidade é a fraqueza de maior concordância do diagnóstico (95%). A via licitatória comum não atende à urgência da pesquisa: o recurso é pulverizado e os itens ficam desertos.
- Onde
- PROPPG, com a PROAD (Compras) e a Procuradoria Jurídica.
- Quando
- Diagnóstico do fluxo até o 3º trimestre de 2026; rito prioritário no 1º semestre de 2027; meta de −80% no tempo médio até 2027.
- Quem
- Diretorias de Pesquisa e de Pós-Graduação da PROPPG.
- Como
- Mapear os itens desertos, instruir a contratação por inexigibilidade exigida pelo cartão, regulamentar seu uso para verba 20GK e PROAP e capacitar pesquisadores e secretarias.
- Quanto custa
- Sem investimento direto — custo operacional interno.
Núcleo de apoio à captação de recursosCríticaEixo 6 · M6.1
- O quê
- Criar um núcleo de apoio a projetos: prospecção de editais, apoio à escrita, orçamentação e gestão de convênios.
- Por quê
- Diante dos cortes, captar recursos externos é a via de sustentabilidade — e o baixo aproveitamento de editais é a perda mais reversível por ação própria de toda a matriz.
- Onde
- Estrutura vinculada à PROPPG, com a Fundação de Apoio e a Agência UFTM de Inovação.
- Quando
- Desenho e regimento no 2º semestre de 2026; núcleo em operação no 1º semestre de 2027.
- Quem
- PROPPG, Fundação de Apoio e Agência UFTM de Inovação.
- Como
- Definir escopo e regimento, alocar e capacitar equipe, criar biblioteca de modelos por agência e integrar ao painel de editais.
- Quanto custa
- Requer rubrica de cerca de R$ 60.000/ano, parcialmente absorvível por realocação interna.
Painel de editais com alertas de prazoCríticaResultado rápidoEixo 6 · M6.4
- O quê
- Calendário centralizado de editais (CAPES, CNPq, FAPEMIG, FINEP e internacionais), com alertas de prazo e público-alvo.
- Por quê
- Editais são perdidos por falta de visibilidade e antecedência. É de baixo custo e efeito imediato sobre a taxa de submissão.
- Onde
- Site e intranet da PROPPG.
- Quando
- Ainda em 2026 — piloto no 4º trimestre.
- Quem
- PROPPG (comunicação e pesquisa), com apoio de TI.
- Como
- Curar as fontes de editais, montar o painel com filtros por área e prazo, disparar alertas automáticos e atualizar semanalmente.
- Quanto custa
- Custo baixo — ferramentas institucionais já existentes.
Canal de acolhimento na relação orientador–orientandoCríticaEixo 1 · M1.1
- O quê
- Fluxo institucional para situações de constrangimento e conflito na orientação, com mediação e encaminhamento a apoio psicológico.
- Por quê
- Liga-se diretamente ao adoecimento mental, ameaça de alto impacto no diagnóstico (93%), e hoje há uma lacuna institucional de acolhimento.
- Onde
- PROPPG, com a Ouvidoria, o apoio psicológico institucional e as coordenações de programa.
- Quando
- Protocolo e fluxo no 1º semestre de 2027; canal em operação no 2º semestre de 2027.
- Quem
- PROPPG, Ouvidoria, Setor de Psicologia/Saúde e coordenações de PPG.
- Como
- Desenhar o fluxo com sigilo e proteção a quem procura o canal, capacitar coordenações, divulgar aos discentes e monitorar casos.
- Quanto custa
- Custo operacional — capacitação e horas de equipe; eventual ampliação do apoio psicológico a orçar.
Ampliar a cobertura de bolsas (IC e pós-graduação)CríticaEixo 1 · M1.2
- O quê
- Aumentar o quantitativo de bolsas por meio de captação em agências, cotas institucionais e políticas afirmativas de permanência.
- Por quê
- Bolsas insuficientes foi a fraqueza de maior concordância (100%). Iniciação científica e pós-graduação passaram a ser tratadas como um único pipeline: sem bolsa de IC não há candidato qualificado ao mestrado.
- Onde
- PROPPG, junto a CAPES, CNPq, FAPEMIG e recursos próprios.
- Quando
- Diagnóstico de demanda no 4º trimestre de 2026; submissões a cada ciclo de editais; +20 pontos de cobertura até 2029.
- Quem
- PROPPG, coordenações de PPG e o núcleo de captação.
- Como
- Apurar demanda qualificada versus oferta, pleitear cotas em editais, captar bolsas afirmativas e monitorar a cobertura semestralmente.
- Quanto custa
- Alto e dependente de fomento externo — valor conforme o número de bolsas e a agência.
Manutenção e compartilhamento de laboratóriosCríticaEixo 3 · M3.2 e M3.3
- O quê
- Plano plurianual de manutenção e renovação de equipamentos, somado a um inventário público da infraestrutura multiusuária compartilhável.
- Por quê
- Equipamentos parados limitam a pesquisa; o compartilhamento otimiza recursos escassos. Os laboratórios multiusuários foram criados recentemente e a implantação não foi concluída.
- Onde
- PROPPG, com as direções de unidades e os laboratórios multiusuários.
- Quando
- Inventário até o 2º semestre de 2026; 1º ciclo do plano de manutenção executado em 2027.
- Quem
- Diretoria de Pesquisa da PROPPG, gestores de laboratórios e PROAD.
- Como
- Mapear equipamentos e estado operacional, publicar o inventário com regras de uso, priorizar por criticidade e contratar manutenção preventiva.
- Quanto custa
- Requer rubrica de manutenção e contratos, a orçar por criticidade dos equipamentos.
Diretrizes de uso responsável de IAAltaResultado rápidoEixo 5 · M5.1
- O quê
- Diretriz institucional de uso ético da inteligência artificial (integridade, autoria e transparência), acompanhada de oferta de formação.
- Por quê
- Equilibra a oportunidade — a IA potencializa a pesquisa, item de 100% de concordância — com o risco à integridade acadêmica.
- Onde
- PROPPG, com a Comissão de Integridade/Ética e as coordenações de programa.
- Quando
- Minuta no 1º semestre de 2027; diretriz aprovada e formação ofertada no 2º semestre de 2027.
- Quem
- PROPPG, Comissão de Integridade e coordenações de PPG.
- Como
- Fazer benchmark de diretrizes, redigir minuta participativa, aprovar em instância colegiada e ofertar oficinas a docentes, discentes e técnicos.
- Quanto custa
- Custo baixo — trabalho de comissão e oficinas internas.
Painel de indicadores de impacto da pesquisaAltaResultado rápidoEixo 2 · M2.1
- O quê
- Painel público com a cesta própria de indicadores de impacto da pesquisa da UFTM — pesquisa aplicada, produtos técnicos, transferência e alcance social —, atualizado anualmente.
- Por quê
- A avaliação por volume é uma distorção reconhecida por 90% da comunidade: sem métrica própria, a UFTM só consegue se descrever pelos números que a penalizam. O painel é também o instrumento que monitora o próprio plano.
- Onde
- PROPPG, com a Agência UFTM de Inovação e apoio da DTI; publicação no site da PROPPG.
- Quando
- Piloto com dados de 2026 no 4º trimestre; cesta definida no 1º semestre de 2027; painel publicado no 2º semestre de 2027.
- Quem
- PROPPG, Agência UFTM de Inovação, DTI e coordenações de PPG.
- Como
- Fechar a cesta de indicadores, mapear as fontes já disponíveis, montar o painel reaproveitando a infraestrutura web do planejamento e publicar com nota metodológica.
- Quanto custa
- Custo baixo — horas de equipe e apoio de TI, sem aquisição nova.
Reconhecimento da carga da pós-graduaçãoAltaEixo 7 · M7.1
- O quê
- Grupo de trabalho PROPPG–PROGEP para levantar a carga real do docente na pós-graduação e propor critérios formais de reconhecimento — carga horária e progressão.
- Por quê
- A sobrecarga sem reconhecimento (84%) alimenta o adoecimento e a evasão de docentes para instituições melhor estruturadas. Hoje a instituição sequer dispõe do dado da carga real.
- Onde
- PROPPG, com a PROGEP, as unidades acadêmicas e as instâncias colegiadas competentes.
- Quando
- GT constituído no 1º semestre de 2027; diagnóstico da carga no 2º semestre; minuta formalizada até 2028.
- Quem
- PROPPG, PROGEP, representação docente dos programas e a Comissão Permanente de Pessoal Docente.
- Como
- Constituir GT paritário, apurar o índice de sobrecarga docente, fazer benchmark de resoluções de outras federais e redigir minuta para as instâncias competentes.
- Quanto custa
- Custo baixo na fase de proposta. O impacto orçamentário só surge se a proposta aprovada implicar redistribuição de carga ou novas vagas.
Novo Plano de InternacionalizaçãoAltaEixo 4 · M4.1, M4.4 e M4.5
- O quê
- Elaborar e aprovar um novo plano de internacionalização (mobilidade, coautoria, dupla titulação e idiomas), em substituição ao plano de 2021.
- Por quê
- A internacionalização incipiente é fraqueza de alta concordância (95%) e diferencial competitivo frente às instituições do eixo geográfico; o plano vigente está defasado.
- Onde
- PROPPG, com a Assessoria de Cooperação Internacional e os programas.
- Quando
- Plano aprovado no 1º semestre de 2027; ao menos uma submissão a edital de internacionalização até 2029.
- Quem
- PROPPG, ACI e coordenações de PPG.
- Como
- Diagnosticar a cooperação atual, definir metas por programa, capacitar em idiomas e escrita internacional, firmar acordos e submeter propostas.
- Quanto custa
- Misto — parte operacional interna; mobilidade e idiomas dependem de edital ou recurso a orçar.
Qualificação de técnicos e acesso de servidores à pós-graduaçãoMédiaEixo 7 · M7.2 e M7.3
- O quê
- Programa anual de qualificação de técnico-administrativos com foco em apoio à pesquisa e à PG, somado a um fluxo mais claro de acesso de servidores a mestrado, doutorado e especialização.
- Por quê
- Cruza uma fraqueza (oferta reduzida de formação para os técnicos atuarem no apoio à pesquisa, 83%) com uma oportunidade já manifesta (servidores demandando formação, 84%). O núcleo de captação, o cartão pesquisador e o inventário multiusuário dependem de técnicos qualificados para funcionar.
- Onde
- PROPPG, com a PROGEP; oferta interna aproveitando os próprios programas da UFTM.
- Quando
- Levantamento de demanda no 1º semestre de 2027; 1ª turma no 2º semestre de 2027; +20% de acesso até 2029.
- Quem
- PROPPG, PROGEP e coordenações de PPG.
- Como
- Levantar a demanda junto aos técnicos, desenhar trilha modular usando o núcleo de captação como conteúdo, inserir o programa no Plano de Desenvolvimento de Pessoas e revisar o fluxo de afastamento.
- Quanto custa
- Custo baixo — oferta interna com instrutores da casa.
Agendas regionais estratégicas como programas indutoresMédiaEixo 2 · M2.2 e M2.4
- O quê
- Definir 4 agendas regionais (como envelhecimento e saúde pública, ou bioenergia e biotecnologia) e lançar uma chamada interna anual que financie projetos vinculados a elas.
- Por quê
- É a agenda de crescimento do plano — a única ação que nasce de uma estratégia ofensiva. Converte demandas concretas do território, da UFTM e do HC-UFTM em projetos, e induz as áreas menos consolidadas, que dificilmente competem em editais abertos.
- Onde
- PROPPG, com o HC-UFTM, a gestão municipal e regional de saúde, arranjos produtivos locais e as unidades acadêmicas.
- Quando
- Escuta dos demandantes no 2º semestre de 2026; agendas definidas no 1º semestre de 2027; 1ª chamada interna no 2º semestre; 4 programas até 2028.
- Quem
- PROPPG, HC-UFTM, Agência UFTM de Inovação, coordenações de PPG e chefias de departamento.
- Como
- Ouvir os demandantes, publicar as agendas em ato da PROPPG com comitê gestor, lançar chamada anual com recurso-semente e exigir demandante institucional identificado em cada projeto.
- Quanto custa
- Requer rubrica de recurso-semente para a chamada interna, a orçar.
Aceleração da formação na pós-graduaçãoMédiaEixo 1 · M1.4 e M1.5
- O quê
- Fluxo normativo que permita a jovens talentos reduzir o tempo de formação por meio de trilhas formativas — aproveitamento de créditos da IC, ingresso direto no doutorado e integralização acelerada.
- Por quê
- Fortalece a continuidade da formação em pesquisa e estimula a permanência do estudante no percurso da iniciação científica à pós-graduação; menos tempo de titulação também alivia a pressão sobre a cobertura de bolsas.
- Onde
- Nos programas de pós-graduação.
- Quando
- Minuta no 2º semestre de 2027; diretriz aprovada no 1º semestre de 2028.
- Quem
- PROPPG e coordenações de PPG.
- Como
- Fazer benchmark de diretrizes, redigir minuta participativa e aprovar em instância colegiada.
- Quanto custa
- Custo baixo — trabalho de comissão e oficinas internas.
Sobre custos e responsáveis. Os valores “a orçar” dependem de estimativa do setor competente — não são cifras oficiais. Os responsáveis indicados são sugestões de unidade; a atribuição definitiva cabe à gestão.
Este plano tem muitos autores
O diagnóstico, a Matriz SWOT e a Missão, Visão e Valores foram construídos pela comunidade — e cada meta e cada ação desta página nasce de um item que ela apontou. A priorização é a etapa seguinte, e ainda está aberta. Leva de 5 a 7 minutos e é anônima.
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