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PROPPG · UFTM

O plano completo

Do método ao detalhe: como o diagnóstico virou plano, o que a comunidade decidiu, e as metas, indicadores e ações que saíram disso.

Voltar à abertura

A cadeia

Seis métodos, nesta ordem

Ao lado de cada método está o que ele produziu neste plano — não é teoria: cada etapa deixou um resultado concreto que a seguinte usou como ponto de partida.

  1. Matriz SWOT· Forças, fraquezas, oportunidades e ameaças

    O retrato da situação, feito com a comunidade: o que temos de bom, o que precisa melhorar, o que o ambiente oferece e o que nos pressiona de fora.

    Produziu aqui: 38 itens validados pela comunidade — 7 forças, 10 fraquezas, 12 oportunidades e 9 ameaças.

  2. Ishikawa + 5 Porquês· Causas-raiz dos principais problemas

    Perguntar “por quê?” até chegar à origem. Vários problemas da lista são efeitos de umas poucas causas comuns — atacar a raiz resolve vários de uma vez.

    Produziu aqui: 4 causas-raiz que, juntas, explicam cerca de 10 dos 38 itens.

  3. Matriz TOWS· Opções estratégicas (cruzamento)

    Cruzar o que temos dentro com o que existe fora, para gerar caminhos de ação: crescer, proteger, melhorar e defender.

    Produziu aqui: 19 opções estratégicas, distribuídas em quatro posturas.

  4. Matriz GUP· Priorização por Gravidade × Urgência × Probabilidade

    Decidir por onde começar. Cada problema recebe uma nota de gravidade, urgência e probabilidade — e a multiplicação define a fila.

    Produziu aqui: um ranking de 18 problemas, com 7 deles na zona crítica.

  5. SMART· Objetivos, metas e indicadores

    Transformar prioridade em meta mensurável: o que exatamente vamos alcançar, até quando, e como saberemos que chegamos lá.

    Produziu aqui: 7 eixos, 28 metas com prazo e 28 indicadores com fórmula e fonte.

  6. 5W2H· Planos de ação executáveis

    Detalhar cada ação: o quê, por quê, onde, quando, quem faz, como e quanto custa.

    Produziu aqui: 13 ações, cada uma com responsável, marco e custo estimado.

A cadeia na prática

Um problema, do começo ao fim

A melhor forma de entender é ver a cadeia agir sobre um caso. Acompanhe a morosidade nas compras — a fraqueza mais consensual do diagnóstico — atravessando as seis etapas até virar ação com prazo e responsável.

  1. Diagnóstico

    O que a comunidade apontou?

    “Morosidade e excesso de etapas burocráticas em compras, licitações e manutenção de equipamentos.” Foi a fraqueza de maior concordância entre as dez: 95%.

  2. Causa-raiz

    Por que isso acontece?

    Perguntando cinco vezes: o processo demora → há itens desertos → o recurso é pulverizado e as empresas não se interessam → não existe outra via além da licitação → implantá-la exige tramitação dentro e fora da UFTM. A raiz: não há um processo de compras dedicado à pesquisa.

  3. Estratégia

    Que resposta é possível?

    Cruzando essa fraqueza com o corte orçamentário e os editais subaproveitados, nasce uma estratégia de sobrevivência: desburocratizar as compras para blindar a pesquisa da restrição de recursos.

  4. Priorização

    Isso vem primeiro?

    Gravidade 5 × Urgência 5 × Probabilidade 5 = 125 pontos, a maior nota possível. Empatado em 1º entre os 18 problemas avaliados: sim, vem primeiro.

  5. Meta

    O que exatamente vamos alcançar?

    Reduzir o tempo médio das compras para pesquisa em 80%, até 2027. Medida pelo tempo médio de aquisição — dias entre a abertura e a entrega do processo —, aferido a cada trimestre.

  6. Ação

    Quem faz o quê?

    Implantar o cartão pesquisador: instruir a contratação que ele exige, regulamentar seu uso para as verbas de pesquisa e capacitar as equipes. Responsáveis: Diretorias de Pesquisa e de Pós-Graduação, com a PROAD e a Procuradoria. Sem custo de investimento.

Repare no que a cadeia garante. Essa ação não foi escolhida por intuição: existe porque a comunidade apontou o problema, a análise achou sua origem e a priorização o pôs em primeiro lugar. Cada uma das 13 ações do plano tem uma cadeia como esta atrás de si.

Para ler o plano

A chave dos códigos

No plano e no relatório você vai encontrar códigos curtos como W3 ou M3.1. Eles existem para que nada se perca no percurso: qualquer ação pode ser rastreada até o item do diagnóstico que a originou.

  • Forçao que já temos de bom
  • Fraquezao que precisa melhorar
  • Oportunidadeo que o ambiente oferece
  • Ameaçao que nos pressiona de fora
  • Eixouma das 7 grandes frentes do plano
  • Metaum resultado com número e prazo. M3.1 é a 1ª meta do eixo 3

As letras W e T vêm do inglês (weakness e threat), padrão do método. Você não precisa decorar nada: sempre que um código aparece, o nome do item vem junto.

Etapa 1 · O que a comunidade decidiu

Resultados da consulta e da audiência

A Missão, a Visão e os Valores foram votados ao vivo na audiência pública de 18/06/2026. A Matriz SWOT reúne 38 itens: os mais debatidos foram rediscutidos e revotados na audiência, os demais vieram da consulta online. Todo percentual abaixo é calculado sobre quem se manifestou, desconsiderando as abstenções.

Participação

120

respostas na consulta online

32

participantes na audiência pública (SWOT) · 18/06/2026

23

participantes na votação de Missão, Visão e Valores

São pessoas, não votos. Como a votação foi item a item, cada participante votou várias vezes: os itens revotados na audiência receberam de 31 a 32 votos cada, e os de Missão, Visão e Valores, de 22 a 23. A contagem de votos de cada item aparece ao lado dele.

Missão, Visão e Valores

Validados na audiência pública de 18/06/2026.

Missão

91%concordância

Fomentar, integrar e qualificar a pesquisa e a pós-graduação na UFTM, promovendo a geração, difusão e aplicação de conhecimentos científicos, tecnológicos e inovadores, com ênfase no desenvolvimento regional, nacional e internacional, como também bem no bem-estar da sociedade, formando recursos humanos de excelência comprometidos com as demandas sociais, culturais, econômicas e ambientais do território.

21 concordam · 2 discordam

Visão

100%concordância

Ser referência na pesquisa e na pós-graduação, com reconhecimento regional, nacional e internacional, orientando a produção e a aplicação do conhecimento científico, tecnológico e inovador para a melhoria da qualidade de vida da sociedade.

22 concordam · 0 discordam

Valores

Excelência acadêmica

100%concordância

Compromisso com a qualidade na pesquisa, na pós-graduação e na formação de recursos humanos.

22 concordam · 0 discordam

Impacto social e desenvolvimento regional, nacional e internacional

95%concordância

Orientação da produção e aplicação do conhecimento para enfrentar desafios do território e melhorar a qualidade de vida da sociedade.

21 concordam · 1 discordam

Ética e integridade científica

100%concordância

Atuação responsável, transparente e alinhada às boas práticas acadêmicas e institucionais.

22 concordam · 0 discordam

Inovação e transformação do conhecimento

100%concordância

Promoção da criatividade e da aplicação do conhecimento científico e tecnológico em soluções para a sociedade.

22 concordam · 0 discordam

Cooperação e inclusão

100%concordância

Valorização do trabalho colaborativo, da interdisciplinaridade e do acesso equitativo à pesquisa e à pós-graduação.

22 concordam · 0 discordam

Matriz SWOT consolidada

Itens marcados como Audiência foram rediscutidos e revotados ao vivo em 18/06/2026; os demais foram validados na consulta online.

Forças(7)

  • Produção científica e tecnológica contínua, com publicações indexadas.

    89%concordância
    Audiência24 concordam · 3 discordam · 5 sem opinião

    Na consulta online este item teve 82% de concordância (85 concordam · 19 discordam).

  • Excelência reconhecida na área da Saúde pela qualidade das atividades de ensino, pesquisa e infraestrutura.

    90%concordância
    Consulta online80 concordam · 9 discordam · 30 sem opinião
  • Corpo docente qualificado e comprometido com a formação acadêmica, a pesquisa, a inovação e a extensão.

    88%concordância
    Consulta online98 concordam · 13 discordam · 8 sem opinião
  • Programas de pós-graduação stricto sensu em consolidação, com avaliação CAPES positiva e indicadores em evolução.

    98%concordância
    Consulta online91 concordam · 2 discordam · 26 sem opinião
  • Pesquisa com relevância social e regional, relacionadas com as demandas do Triângulo Mineiro.

    88%concordância
    Consulta online84 concordam · 12 discordam · 22 sem opinião
  • Programas de iniciação científica consolidados como porta de entrada à formação para a pesquisa e a pós-graduação.

    89%concordância
    Consulta online94 concordam · 12 discordam · 13 sem opinião
  • Pluralidade de linhas de pesquisa distribuídas pelas grandes áreas do conhecimento (Ciências da Vida, Exatas e da Terra, Humanas, Sociais Aplicadas, Engenharias e Multidisciplinar), com potencial para integração interdisciplinar.

    89%concordância
    Consulta online94 concordam · 12 discordam · 13 sem opinião

Fraquezas(10)

  • Infraestrutura laboratorial e de manutenção insuficiente para as demandas de pesquisa e inovação.

    85%concordância
    Consulta online79 concordam · 14 discordam · 27 sem opinião
  • Sobrecarga dos docentes que atuam na pós-graduação, sem reconhecimento proporcional — no plano de carreira e na distribuição de carga horária — da dedicação exigida.

    84%concordância
    Consulta online79 concordam · 15 discordam · 26 sem opinião
  • Morosidade e excesso de etapas burocráticas nos processos de compras, licitações e contratação de manutenção de equipamentos.

    95%concordância
    Consulta online96 concordam · 5 discordam · 19 sem opinião
  • Internacionalização em estágio incipiente na pesquisa, na pós-graduação e na formação discente.

    95%concordância
    Consulta online89 concordam · 5 discordam · 26 sem opinião
  • Número de bolsas de iniciação científica inferior à demanda existente.

    89%concordância
    Consulta online84 concordam · 10 discordam · 26 sem opinião
  • Cultura institucional ainda incipiente em inovação, transferência de tecnologia e propriedade intelectual.

    94%concordância
    Consulta online88 concordam · 6 discordam · 25 sem opinião
  • Assimetria entre as áreas de conhecimento, com diferentes graus de consolidação na pós-graduação.

    92%concordância
    Consulta online79 concordam · 7 discordam · 34 sem opinião
  • Fragilidades na qualidade e no acompanhamento da orientação discente e ausência de canais institucionais de acolhimento para situações de constrangimento na relação orientador–orientando.

    70%concordância
    Audiência19 concordam · 8 discordam · 4 sem opinião

    Na consulta online este item teve 70% de concordância (14 concordam · 6 discordam).

  • Reduzida oferta de oportunidades de qualificação para os técnico-administrativos com foco no apoio à pesquisa e à pós-graduação.

    83%concordância
    Consulta online15 concordam · 3 discordam · 17 sem opinião
  • Número de bolsas de pós-graduação inferior à demanda.

    100%concordância
    Consulta online21 concordam · 0 discordam · 14 sem opinião

Oportunidades(12)

  • Ambiente externo de fomento ativo, com fluxo regular de editais estaduais, nacionais e internacionais (CAPES, CNPq, FAPEMIG, FINEP, agências internacionais).

    89%concordância
    Consulta online97 concordam · 12 discordam · 11 sem opinião
  • Existência de redes de pesquisa e programas de internacionalização (PrInt-CAPES, CAPES Global, COFECUB, Erasmus, parcerias bilaterais) para ampliação da inserção da UFTM no norte e sul global.

    90%concordância
    Consulta online93 concordam · 10 discordam · 17 sem opinião
  • Articulação de pesquisa aplicada às demandas reais da UFTM e do HC-UFTM, transformando problemas operacionais e institucionais em objetos de projetos científicos com solução interna.

    90%concordância
    Consulta online85 concordam · 9 discordam · 25 sem opinião
  • Parcerias com setor produtivo, empresas públicas e iniciativa privada via P&D e inovação tecnológica.

    96%concordância
    Audiência24 concordam · 1 discordam · 6 sem opinião

    Na consulta online este item teve 81% de concordância (80 concordam · 19 discordam).

  • Expansão da agenda federal de políticas afirmativas e permanência na pós-graduação, criando ambiente favorável e fontes específicas de fomento para programas de inclusão.

    85%concordância
    Consulta online81 concordam · 14 discordam · 25 sem opinião
  • Demanda social por formação em nível de mestrado e doutorado no país.

    89%concordância
    Consulta online89 concordam · 11 discordam · 20 sem opinião
  • Articulação da pesquisa com a gestão pública e as políticas públicas, aproximando a produção científica das demandas sociais do território.

    100%concordância
    Audiência30 concordam · 0 discordam · 1 sem opinião

    Na consulta online este item teve 77% de concordância (20 concordam · 6 discordam).

  • Expansão, popularização e evolução de IAs, que podem fomentar diferentes novas formas de fazer pesquisa em todas as áreas do conhecimento, em menor tempo e com menos recursos.

    100%concordância
    Audiência28 concordam · 0 discordam · 3 sem opinião

    Na consulta online este item teve 82% de concordância (18 concordam · 4 discordam).

  • Demanda interna de servidores da UFTM — técnico-administrativos e docentes — por formação em nível de especialização, mestrado e doutorado.

    84%concordância
    Consulta online21 concordam · 4 discordam · 10 sem opinião
  • Cooperação com instituições de ensino e pesquisa da região (UFU, UEMG, UFMG, entre outras) para compartilhamento de pessoal, equipamentos e técnicas e fortalecimento de laços institucionais.

    89%concordância
    Consulta online24 concordam · 3 discordam · 8 sem opinião
  • Agendas regionais estratégicas em expansão — saúde pública e envelhecimento populacional, agronegócio e biotecnologia no Triângulo Mineiro — como vetores de pesquisa aplicada e inovação.

    100%concordância
    Consulta online20 concordam · 0 discordam · 15 sem opinião
  • Potencial de integração interdisciplinar entre grupos de pesquisa e programas de pós-graduação.

    97%concordância
    Consulta online28 concordam · 1 discordam · 6 sem opinião

Ameaças(9)

  • Descompasso entre o que é cobrado do docente/pesquisador e o que de fato importa. O sistema atual avalia o pesquisador pelo volume da sua produção, mas não mede aquilo que sustenta a missão da pós-graduação: a qualidade da formação e o impacto efetivo das pesquisas na sociedade.

    90%concordância
    Consulta online95 concordam · 10 discordam · 13 sem opinião
  • A inserção da UFTM em um eixo geográfico de forte concentração universitária (Triângulo Mineiro, interior paulista e capital mineira) coloca a instituição em concorrência direta com IES melhor estruturadas pela atração de docentes, ingresso de discentes qualificados e captação de recursos.

    79%concordância
    Audiência22 concordam · 6 discordam · 3 sem opinião

    Na consulta online este item teve 84% de concordância (82 concordam · 16 discordam).

  • Instabilidade de políticas públicas de C&T e descontinuidade de programas de fomento.

    100%concordância
    Consulta online103 concordam · 0 discordam · 15 sem opinião
  • Cortes orçamentários federais e contingenciamentos sobre ciência e tecnologia.

    99%concordância
    Consulta online110 concordam · 1 discordam · 6 sem opinião
  • Uso indiscriminado de ferramentas de inteligência artificial comprometendo a aprendizagem, a autonomia intelectual e a integridade acadêmica.

    72%concordância
    Audiência21 concordam · 8 discordam · 2 sem opinião

    Na consulta online este item teve 71% de concordância (17 concordam · 7 discordam).

  • Rigidez normativa dos colegiados de pós-graduação no reaproveitamento de créditos cursados em outras instituições e na oferta de estágio de docência.

    44%concordância
    Audiência11 concordam · 14 discordam · 6 sem opinião

    Na consulta online este item teve 65% de concordância (11 concordam · 6 discordam).

  • Baixo aproveitamento institucional de editais externos disponíveis.

    93%concordância
    Consulta online81 concordam · 6 discordam · 31 sem opinião
  • Indicadores crescentes de esgotamento e adoecimento mental entre docentes, discentes e técnico-administrativos, no contexto das exigências do trabalho acadêmico em pesquisa e pós-graduação.

    93%concordância
    Consulta online88 concordam · 7 discordam · 23 sem opinião
  • Ausência de política de assistência estudantil específica para a pós-graduação (moradia, alimentação e apoio psicológico), comprometendo a permanência discente.

    92%concordância
    Consulta online24 concordam · 2 discordam · 7 sem opinião

O percentual de concordância é calculado sobre os votos que se manifestaram — concordam ÷ (concordam + discordam) —, desconsiderando as abstenções (“não sei opinar”). Todas as votações foram anônimas.

Um item foi excluído depois. A ameaça “rigidez normativa dos colegiados no reaproveitamento de créditos e na oferta de estágio de docência” aparece acima com 44% — o único item rejeitado pela maioria dos presentes na audiência (11 concordaram, 14 discordaram). Por isso foi retirado da matriz na revisão de julho de 2026 e não aparece nas etapas seguintes. A votação permanece publicada aqui porque é o registro do que a comunidade decidiu — por isso as ameaças somam 9 nesta seção e 8 na priorização.

Etapa 2 · Causa-raiz

Quatro causas explicam a maior parte dos problemas

Os 38 itens do diagnóstico foram agrupados em seis famílias de causa e depois aprofundados com a pergunta “por quê?”, cinco vezes seguidas em cada problema grave. Chegou-se a quatro origens comuns — atacar a raiz resolve vários itens de uma vez.

Diagrama de Ishikawa (espinha de peixe) agrupando 21 causas em seis famílias — método e processos, pessoas, gestão e medida, infraestrutura, recursos financeiros e meio externo — que convergem para o efeito central: consolidação desigual e sustentabilidade frágil da pesquisa e da pós-graduação na UFTM.
Diagrama de Ishikawa — as causas agrupadas em seis famílias, todas levando ao mesmo efeito. Arraste para o lado para ver inteiro. Abrir em tamanho real

Processo de compras não dedicado à pesquisa

A via licitatória comum não atende à escala nem à urgência dos insumos de laboratório: o recurso é pulverizado e os itens ficam desertos.

O que o plano faz: Cartão pesquisador (M3.1 · Ação 1)

Captação tratada como esforço individual

Nunca houve estrutura institucional de prospecção e escrita de projetos — cada pesquisador se vira sozinho, e editais disponíveis se perdem.

O que o plano faz: Núcleo de captação e painel de editais (M6.1, M6.4 · Ações 2 e 3)

Ausência de política de permanência e bem-estar

Pressão por produção, insegurança financeira e conflitos de orientação sem canal de mediação — sem uma política que integre saúde mental, permanência e qualidade da formação.

O que o plano faz: Acolhimento, bolsas e assistência estudantil (M1.1, M1.2, M1.3 · Ações 4 e 5)

Gestão fragmentada da infraestrutura

Os laboratórios multiusuários foram criados recentemente e nem todas as fases de implantação foram concluídas; falta inventário e plano de manutenção.

O que o plano faz: Plano de manutenção e inventário multiusuário (M3.2, M3.3 · Ação 6)

Etapa 3 · Cruzamento estratégico

19 opções estratégicas

A Matriz SWOT, sozinha, é uma lista — um retrato, não uma estratégia. Cruzar o ambiente interno (forças e fraquezas) com o externo (oportunidades e ameaças) transforma o retrato em opções de ação, em quatro posturas.

FO · Ofensiva

Forças × Oportunidadescrescer

5 estratégias

Potencializar o que temos de melhor para capturar as oportunidades do ambiente. É onde mora a ambição do plano.

  • FO1Estruturar programas indutores de pesquisa aplicada nas agendas regionais (saúde e envelhecimento; agro e biotecnologia), transformando demandas do território, da UFTM e do HC-UFTM em projetos científicos com solução interna.eixo 2
  • FO2Firmar parcerias de P&D com o setor produtivo, ancoradas na qualificação docente, captando em editais de inovação e diversificando fontes.eixos 5 e 6
  • FO3Posicionar a UFTM cedo na curva da IA na pesquisa — trilha de formação e ambientes de pesquisa assistida por IA como diferencial de produtividade.eixo 5
  • FO4Consolidar o pipeline iniciação científica → mestrado → doutorado como via de atração e retenção de talentos, aproveitando a demanda social e a agenda de permanência.eixos 1 e 2
  • FO5Formar redes interinstitucionais e projetos interdisciplinares que compartilhem pessoal, equipamentos e técnicas com instituições da região.eixo 4
WO · Reforço

Fraquezas × Oportunidadesmelhorar

6 estratégias

Usar uma janela externa favorável como alavanca para superar uma fragilidade interna.

  • WO1Estruturar núcleo de captação e pleitear cotas de bolsas em editais de fomento e políticas afirmativas.eixos 6 e 1
  • WO2Aprovar e implantar um novo Plano de Internacionalização, apoiando-se nas redes e programas já existentes e submetendo a editais.eixo 4
  • WO3Desenvolver a cultura de inovação, propriedade intelectual e transferência de tecnologia via parcerias e trilha de formação, com a Agência UFTM de Inovação ativa em depósitos de PI.eixo 5
  • WO4Ofertar programa de qualificação de técnico-administrativos com foco em apoio à pesquisa e à pós-graduação, aproveitando a demanda interna já manifesta.eixo 7
  • WO5Induzir seletivamente as áreas menos consolidadas, ancorando-as nas agendas regionais estratégicas e no fomento disponível.eixo 2
  • WO6Compensar parte do déficit de infraestrutura por compartilhamento regional de equipamentos e laboratórios multiusuários com instituições parceiras.eixo 3
FT · Confronto

Forças × Ameaçasproteger

4 estratégias

Mobilizar as forças da instituição para neutralizar ou reduzir as ameaças externas.

  • FT1Adotar painel próprio de indicadores de impacto (aplicação, produtos técnicos, alcance social), deslocando o foco do volume para a relevância — resposta institucional à distorção avaliativa.eixo 2
  • FT2Diferenciar a UFTM pelo nicho de pesquisa aplicada e saúde do território, transformando a inserção regional em vantagem competitiva frente a instituições maiores.eixos 2 e 4
  • FT3Construir resiliência financeira sobre a base produtiva — usar a competitividade científica para diversificar fontes e reduzir a dependência de repasses sujeitos a corte.eixo 6
  • FT4Estabelecer diretrizes de uso responsável de IA e governança de integridade, convertendo o risco em prática qualificada apoiada no corpo docente.eixo 5
WT · Sobrevivência

Fraquezas × Ameaçasdefender

4 estratégias

Onde a fragilidade interna encontra a ameaça externa — o núcleo defensivo do plano.

  • WT1Implantar política integrada de permanência e bem-estar — canal de acolhimento na orientação, assistência estudantil da pós-graduação e ampliação de bolsas. É o cruzamento mais crítico da matriz.eixo 1
  • WT2Desburocratizar as compras para blindar a pesquisa da restrição orçamentária — rito prioritário, núcleo de captação e painel de editais, garantindo execução ágil dentro dos prazos de edital.eixos 3 e 6
  • WT3Gerir a infraestrutura contra a obsolescência sob restrição — plano plurianual de manutenção e inventário multiusuário priorizado por criticidade, para fazer mais com menos.eixo 3
  • WT4Reconhecer a carga da pós-graduação (carreira e carga horária) para reter docentes e conter a evasão e o adoecimento diante da concorrência regional.eixo 7

Para onde o plano pende. Reforço e sobrevivência somam 10 das 19 estratégias — coerente com um diagnóstico dominado por fraquezas e ameaças de alta concordância, mas confirma que o plano tende ao corretivo. As estratégias ofensivas são a contrapartida de ambição: são elas que realizam a Visão, em vez de apenas apagar incêndio.

Etapa 4 · Priorização

Por onde começar

Cada fraqueza e ameaça recebeu nota de 1 a 5 em três critérios: gravidade (o impacto se nada for feito), urgência (o quanto não pode esperar) e probabilidade (a chance de piorar). A multiplicação dos três — de 1 a 125 — define a fila.

Crítica · 80 ou mais

Enfrentar já — concentrar esforço e orçamento

Alta · 45 a 79

Planejar no ciclo, com marco definido

Média · 20 a 44

Acompanhar e agir na sequência

Ranking completo de priorização das fraquezas e ameaças pelo método Gravidade × Urgência × Probabilidade
#ProblemaGUPPontosZona
1Morosidade nas compras e na manutenção de equipamentos(Fraqueza)555125Crítica
2Baixo aproveitamento dos editais de financiamento(Ameaça)555125Crítica
3Adoecimento mental de docentes, discentes e técnicos(Ameaça)554100Crítica
4Cortes e instabilidade do orçamento federal(Ameaça)54480Crítica
5Bolsas de pós-graduação abaixo da demanda(Fraqueza)54480Crítica
6Infraestrutura de laboratórios insuficiente(Fraqueza)54480Crítica
7Bolsas de iniciação científica abaixo da demanda(Fraqueza)45480Crítica
8Fragilidade na orientação e no acolhimento(Fraqueza)44464Alta
9Ausência de assistência estudantil na pós-graduação(Ameaça)44464Alta
10Cultura incipiente em inovação e propriedade intelectual(Fraqueza)44464Alta
11Uso indiscriminado de inteligência artificial(Ameaça)35460Alta
12Sobrecarga docente sem reconhecimento(Fraqueza)34448Alta
13Internacionalização incipiente(Fraqueza)43448Alta
14Avaliação por volume, não por qualidade e impacto(Ameaça)43448Alta
15Instabilidade das políticas de ciência e tecnologia(Ameaça)43336Média
16Concorrência regional por instituições mais estruturadas(Ameaça)33436Média
17Assimetria entre áreas de conhecimento(Fraqueza)33327Média
18Necessidade de formação dos técnicos para a pesquisa(Fraqueza)33327Média

Os 7 problemas em zona crítica concentram o esforço do primeiro ano. Note que os cortes e a instabilidade do orçamento federal não estão sob governo da universidade — para esses, a estratégia não é “resolver”, e sim construir resiliência: diversificar fontes e institucionalizar a captação. Por isso a instabilidade das políticas de ciência e tecnologia, ainda que grave, não ocupa o topo da fila: o plano prioriza aquilo que depende de decisão própria.

Etapa 5 · Objetivos, metas e indicadores

Os 7 eixos estratégicos

Cada eixo tem um objetivo, metas com prazo e indicadores que dizem como cada meta será medida — com fórmula, fonte e frequência de aferição. Abra um eixo para ver o detalhamento.

Eixo 1Formação, permanência e bem-estar na pós-graduação

Objetivo. Assegurar a qualidade da formação e a permanência discente na pós-graduação, ampliando o apoio financeiro, criando canais institucionais de acolhimento e reduzindo os fatores de adoecimento na relação orientador–orientando.

Metas

MetaHojeAlvoPrazo
M1.1Implantar canal institucional de acolhimento para situações de constrangimento na relação orientador–orientando.inexistentecanal em operação2027
M1.2Elevar a cobertura de bolsas (IC + PG) frente à demanda qualificada.a apurar+20 p.p.2029
M1.3Instituir política de assistência estudantil específica da PG (moradia, alimentação e apoio psicológico).inexistentepolítica aprovada + 1º ciclo2028
M1.4Reduzir a evasão na pós-graduação stricto sensu.a apurar−25% relativo2029
M1.5Reduzir o tempo de formação na pós-graduação stricto sensu.a apurar−10%2030

Indicadores

IndicadorComo se calculaFonteFrequência
Taxa de cobertura de bolsasbolsas ativas ÷ demanda qualificada registradaSucupira + editais internossemestral
Nº de atendimentos do canal de acolhimentocontagem de casos acolhidos ou encaminhadosPROPPGtrimestral
Cobertura de assistência estudantil PGdiscentes PG atendidos ÷ discentes elegíveisPROPPG/PRACEanual
Taxa de evasão na PG(desligados sem titulação ÷ total de matriculados ou ingressantes) × 100Sucupiraanual
Tempo médio de titulaçãomédia de meses entre matrícula e defesaSucupira/SISCADsemestral

Ações deste eixo: #4 · #5 · #9

Eixo 2Pesquisa, produção e impacto social

Objetivo. Qualificar a produção científica e ampliar seu impacto social e regional, deslocando o foco do mero volume para a relevância e a aplicação do conhecimento às demandas do território, da UFTM e do HC-UFTM.

Metas

MetaHojeAlvoPrazo
M2.1Adotar painel de indicadores de impacto, para além do volume: pesquisa aplicada, produtos técnicos, transferência e alcance social.inexistentepainel publicado2027
M2.2Ampliar os projetos de pesquisa aplicada vinculados a demandas reais da UFTM/HC-UFTM e de políticas públicas.a apurar+30%2029
M2.3Elevar a produção qualificada por docente permanente (revistas de alto impacto e produtos técnicos).a apurar+15%2029
M2.4Estruturar 4 agendas regionais estratégicas como programas indutores.04 programas2028

Indicadores

IndicadorComo se calculaFonteFrequência
Produção qualificada por docenteitens em estratos superiores ÷ docentes permanentesCapivara/Stela Expertaanual
Nº de produtos técnicos e tecnológicoscontagem de produtos técnicos registradosSucupira/PROPPG/Agênciaanual
Taxa de projetos de pesquisa aplicadaprojetos com demandante institucional ou social ÷ total de projetosPROPPGsemestral
Índice de impacto socialnúmero de projetos vinculados às agendas estratégicasPROPPGanual

Ações deste eixo: #10 · #11

Eixo 3Infraestrutura e desburocratização da gestão da pesquisa

Objetivo. Modernizar a infraestrutura laboratorial e reduzir o tempo dos processos administrativos (compras e manutenção) que hoje travam a pesquisa e a inovação.

Metas

MetaHojeAlvoPrazo
M3.1Reduzir o tempo médio dos processos de compra para pesquisa.a apurar−80%2027
M3.2Implantar plano plurianual de manutenção e renovação de equipamentos multiusuários.inexistenteplano + 1º ciclo2027
M3.3Mapear e disponibilizar a infraestrutura multiusuária compartilhável entre grupos e programas.em implantação100% do inventário público2027

Indicadores

IndicadorComo se calculaFonteFrequência
Tempo médio de aquisiçãomédia de dias entre abertura e entrega do processoSetor de compras/PROADtrimestral
Taxa de equipamentos operacionaisequipamentos em uso ÷ equipamentos cadastradosInventário PROPPGsemestral
Nº de equipamentos multiusuários compartilhadoscontagem de equipamentos em uso compartilhadoPROPPGanual
Índice de execução do plano de manutençãoações executadas ÷ ações previstasPROPPGsemestral

Ações deste eixo: #1 · #6

Eixo 4Internacionalização e cooperação em rede

Objetivo. Sair do estágio incipiente de internacionalização, ampliando redes, mobilidade e coautoria internacional, e fortalecer a cooperação regional como resposta à concorrência do eixo geográfico.

Metas

MetaHojeAlvoPrazo
M4.1Aprovar e implantar um novo Plano Institucional de Internacionalização da PROPPG.plano de 2021plano aprovado2027
M4.2Ampliar a coautoria internacional na produção dos programas.a apurar+50% relativo2029
M4.3Criar espaço de convivência para estrangeiros na UFTM.0espaço criado2027
M4.4Submeter proposta a edital de internacionalização (PrInt/CAPES Global ou equivalente).1≥1 submissão2029
M4.5Expandir a oferta de disciplinas em línguas estrangeiras nos programas.0–110 disciplinas2029

Indicadores

IndicadorComo se calculaFonteFrequência
Índice de coautoria internacionalpublicações com coautor no exterior ÷ total de publicaçõesCapivaraanual
Nº de mobilidades (entrada e saída)contagem de discentes e docentes em mobilidadePROPPG/ACIsemestral
Nº de disciplinas em línguas estrangeirascontagem de disciplinas ofertadas em língua estrangeiraPROPPGanual
Nº de PPGs com ação de internacionalizaçãoprogramas com ação formal ÷ total de programasPROPPGanual

Ações deste eixo: #8

Eixo 5Inovação, transferência de tecnologia, PI e uso responsável de IA

Objetivo. Desenvolver a cultura de inovação, propriedade intelectual e transferência de tecnologia, expandindo parcerias com o setor produtivo e estabelecendo diretrizes de uso responsável de IA na pesquisa e na formação.

Metas

MetaHojeAlvoPrazo
M5.1Publicar diretrizes institucionais de uso responsável de IA na pesquisa e na pós-graduação.inexistentediretriz aprovada + formação2027
M5.2Ampliar os depósitos de propriedade intelectual (patentes, softwares, cultivares) e produtos técnicos protegidos.a apurar+40%2029
M5.3Firmar parcerias de P&D com o setor produtivo (empresas públicas e privadas).a apurar≥6 projetos ativos2029
M5.4Ofertar trilha de formação em inovação, PI e empreendedorismo a discentes e docentes.inexistente≥2 turmas/ano2028

Indicadores

IndicadorComo se calculaFonteFrequência
Nº de depósitos de PIcontagem de pedidos protocolados no NUPITTAgência/PROPPGanual
Projetos de P&D com o setor produtivocontagem de projetos com parceiro externoAgência/PROPPGsemestral
Receita de projetos com parceriasoma dos recursos captados via parceriasAgência/PROPPGanual
Cobertura da formação em IA responsávelparticipantes formados ÷ público-alvoPROPPGanual

Ações deste eixo: #7

Eixo 6Fomento, captação e sustentabilidade financeira

Objetivo. Ampliar e diversificar a captação de recursos externos, elevando o aproveitamento institucional de editais para reduzir a dependência de fontes sujeitas a cortes e descontinuidade.

Metas

MetaHojeAlvoPrazo
M6.1Estruturar um núcleo de apoio à captação e à elaboração de projetos.inexistentenúcleo em operação2027
M6.2Elevar a taxa de submissão a editais externos pelos grupos e programas.a apurar+40%2029
M6.3Aumentar o volume de recursos externos captados (fomento + parcerias).a apurar+25% real2029
M6.4Manter monitoramento e alerta de editais, com calendário e apoio à submissão.inexistentepainel de editais ativo2026

Indicadores

IndicadorComo se calculaFonteFrequência
Taxa de aproveitamento de editaispropostas submetidas ÷ editais elegíveisNúcleo de captação/PROPPGtrimestral
Taxa de aprovaçãopropostas aprovadas ÷ propostas submetidasAgências/PROPPGanual
Recursos externos captadossoma dos recursos aprovados no períodoPROPPGanual
Diversificação de fontesnº de fontes distintas com recurso captadoPROPPGanual

Ações deste eixo: #2 · #3

Eixo 7Valorização e qualificação de pessoas (docentes e técnicos)

Objetivo. Valorizar e qualificar o corpo docente e técnico-administrativo, reconhecendo a dedicação exigida pela pós-graduação e ampliando a oferta de formação voltada ao apoio à pesquisa.

Metas

MetaHojeAlvoPrazo
M7.1Propor critérios de reconhecimento da carga da pós-graduação (distribuição de carga horária e progressão).inexistenteproposta formalizada2028
M7.2Ofertar programa de qualificação para técnico-administrativos com foco em apoio à pesquisa e à PG.inexistente≥1 turma/ano2027
M7.3Ampliar o acesso de servidores a mestrado, doutorado e especialização.a apurar+20%2029

Indicadores

IndicadorComo se calculaFonteFrequência
TAs qualificados para apoio à pesquisaTAs formados ÷ TAs lotados em apoio à PGPROPPG/PROGEPanual
Servidores em qualificação stricto sensucontagem de servidores matriculadosPROGEPanual
Índice de sobrecarga docente na PGcarga horária média do docente na PG ÷ carga do docente atuando só na graduaçãoPROPPGanual

Ações deste eixo: #12 · #13

Sobre as linhas de base. Onde se lê “a apurar”, o valor de partida ainda será levantado com dados institucionais no início do ciclo. As metas-alvo são propostas de calibração, a validar pelo grupo de trabalho — não são números oficiais.

Etapa 6 · Plano de ação

As 13 ações

Cada ação responde a sete perguntas: o quê, por quê, onde, quando, quem faz, como e quanto custa. Estão ordenadas por prioridade de execução.

Cartão pesquisador — agilizar compras e manutençãoCríticaEixo 3 · M3.1
O quê
Redesenhar o fluxo de compras de itens de pesquisa, criando um rito prioritário para insumos e manutenção de equipamentos, via cartão pesquisador.
Por quê
A morosidade é a fraqueza de maior concordância do diagnóstico (95%). A via licitatória comum não atende à urgência da pesquisa: o recurso é pulverizado e os itens ficam desertos.
Onde
PROPPG, com a PROAD (Compras) e a Procuradoria Jurídica.
Quando
Diagnóstico do fluxo até o 3º trimestre de 2026; rito prioritário no 1º semestre de 2027; meta de −80% no tempo médio até 2027.
Quem
Diretorias de Pesquisa e de Pós-Graduação da PROPPG.
Como
Mapear os itens desertos, instruir a contratação por inexigibilidade exigida pelo cartão, regulamentar seu uso para verba 20GK e PROAP e capacitar pesquisadores e secretarias.
Quanto custa
Sem investimento direto — custo operacional interno.
Núcleo de apoio à captação de recursosCríticaEixo 6 · M6.1
O quê
Criar um núcleo de apoio a projetos: prospecção de editais, apoio à escrita, orçamentação e gestão de convênios.
Por quê
Diante dos cortes, captar recursos externos é a via de sustentabilidade — e o baixo aproveitamento de editais é a perda mais reversível por ação própria de toda a matriz.
Onde
Estrutura vinculada à PROPPG, com a Fundação de Apoio e a Agência UFTM de Inovação.
Quando
Desenho e regimento no 2º semestre de 2026; núcleo em operação no 1º semestre de 2027.
Quem
PROPPG, Fundação de Apoio e Agência UFTM de Inovação.
Como
Definir escopo e regimento, alocar e capacitar equipe, criar biblioteca de modelos por agência e integrar ao painel de editais.
Quanto custa
Requer rubrica de cerca de R$ 60.000/ano, parcialmente absorvível por realocação interna.
Painel de editais com alertas de prazoCríticaResultado rápidoEixo 6 · M6.4
O quê
Calendário centralizado de editais (CAPES, CNPq, FAPEMIG, FINEP e internacionais), com alertas de prazo e público-alvo.
Por quê
Editais são perdidos por falta de visibilidade e antecedência. É de baixo custo e efeito imediato sobre a taxa de submissão.
Onde
Site e intranet da PROPPG.
Quando
Ainda em 2026 — piloto no 4º trimestre.
Quem
PROPPG (comunicação e pesquisa), com apoio de TI.
Como
Curar as fontes de editais, montar o painel com filtros por área e prazo, disparar alertas automáticos e atualizar semanalmente.
Quanto custa
Custo baixo — ferramentas institucionais já existentes.
Canal de acolhimento na relação orientador–orientandoCríticaEixo 1 · M1.1
O quê
Fluxo institucional para situações de constrangimento e conflito na orientação, com mediação e encaminhamento a apoio psicológico.
Por quê
Liga-se diretamente ao adoecimento mental, ameaça de alto impacto no diagnóstico (93%), e hoje há uma lacuna institucional de acolhimento.
Onde
PROPPG, com a Ouvidoria, o apoio psicológico institucional e as coordenações de programa.
Quando
Protocolo e fluxo no 1º semestre de 2027; canal em operação no 2º semestre de 2027.
Quem
PROPPG, Ouvidoria, Setor de Psicologia/Saúde e coordenações de PPG.
Como
Desenhar o fluxo com sigilo e proteção a quem procura o canal, capacitar coordenações, divulgar aos discentes e monitorar casos.
Quanto custa
Custo operacional — capacitação e horas de equipe; eventual ampliação do apoio psicológico a orçar.
Ampliar a cobertura de bolsas (IC e pós-graduação)CríticaEixo 1 · M1.2
O quê
Aumentar o quantitativo de bolsas por meio de captação em agências, cotas institucionais e políticas afirmativas de permanência.
Por quê
Bolsas insuficientes foi a fraqueza de maior concordância (100%). Iniciação científica e pós-graduação passaram a ser tratadas como um único pipeline: sem bolsa de IC não há candidato qualificado ao mestrado.
Onde
PROPPG, junto a CAPES, CNPq, FAPEMIG e recursos próprios.
Quando
Diagnóstico de demanda no 4º trimestre de 2026; submissões a cada ciclo de editais; +20 pontos de cobertura até 2029.
Quem
PROPPG, coordenações de PPG e o núcleo de captação.
Como
Apurar demanda qualificada versus oferta, pleitear cotas em editais, captar bolsas afirmativas e monitorar a cobertura semestralmente.
Quanto custa
Alto e dependente de fomento externo — valor conforme o número de bolsas e a agência.
Manutenção e compartilhamento de laboratóriosCríticaEixo 3 · M3.2 e M3.3
O quê
Plano plurianual de manutenção e renovação de equipamentos, somado a um inventário público da infraestrutura multiusuária compartilhável.
Por quê
Equipamentos parados limitam a pesquisa; o compartilhamento otimiza recursos escassos. Os laboratórios multiusuários foram criados recentemente e a implantação não foi concluída.
Onde
PROPPG, com as direções de unidades e os laboratórios multiusuários.
Quando
Inventário até o 2º semestre de 2026; 1º ciclo do plano de manutenção executado em 2027.
Quem
Diretoria de Pesquisa da PROPPG, gestores de laboratórios e PROAD.
Como
Mapear equipamentos e estado operacional, publicar o inventário com regras de uso, priorizar por criticidade e contratar manutenção preventiva.
Quanto custa
Requer rubrica de manutenção e contratos, a orçar por criticidade dos equipamentos.
Diretrizes de uso responsável de IAAltaResultado rápidoEixo 5 · M5.1
O quê
Diretriz institucional de uso ético da inteligência artificial (integridade, autoria e transparência), acompanhada de oferta de formação.
Por quê
Equilibra a oportunidade — a IA potencializa a pesquisa, item de 100% de concordância — com o risco à integridade acadêmica.
Onde
PROPPG, com a Comissão de Integridade/Ética e as coordenações de programa.
Quando
Minuta no 1º semestre de 2027; diretriz aprovada e formação ofertada no 2º semestre de 2027.
Quem
PROPPG, Comissão de Integridade e coordenações de PPG.
Como
Fazer benchmark de diretrizes, redigir minuta participativa, aprovar em instância colegiada e ofertar oficinas a docentes, discentes e técnicos.
Quanto custa
Custo baixo — trabalho de comissão e oficinas internas.
Painel de indicadores de impacto da pesquisaAltaResultado rápidoEixo 2 · M2.1
O quê
Painel público com a cesta própria de indicadores de impacto da pesquisa da UFTM — pesquisa aplicada, produtos técnicos, transferência e alcance social —, atualizado anualmente.
Por quê
A avaliação por volume é uma distorção reconhecida por 90% da comunidade: sem métrica própria, a UFTM só consegue se descrever pelos números que a penalizam. O painel é também o instrumento que monitora o próprio plano.
Onde
PROPPG, com a Agência UFTM de Inovação e apoio da DTI; publicação no site da PROPPG.
Quando
Piloto com dados de 2026 no 4º trimestre; cesta definida no 1º semestre de 2027; painel publicado no 2º semestre de 2027.
Quem
PROPPG, Agência UFTM de Inovação, DTI e coordenações de PPG.
Como
Fechar a cesta de indicadores, mapear as fontes já disponíveis, montar o painel reaproveitando a infraestrutura web do planejamento e publicar com nota metodológica.
Quanto custa
Custo baixo — horas de equipe e apoio de TI, sem aquisição nova.
Reconhecimento da carga da pós-graduaçãoAltaEixo 7 · M7.1
O quê
Grupo de trabalho PROPPG–PROGEP para levantar a carga real do docente na pós-graduação e propor critérios formais de reconhecimento — carga horária e progressão.
Por quê
A sobrecarga sem reconhecimento (84%) alimenta o adoecimento e a evasão de docentes para instituições melhor estruturadas. Hoje a instituição sequer dispõe do dado da carga real.
Onde
PROPPG, com a PROGEP, as unidades acadêmicas e as instâncias colegiadas competentes.
Quando
GT constituído no 1º semestre de 2027; diagnóstico da carga no 2º semestre; minuta formalizada até 2028.
Quem
PROPPG, PROGEP, representação docente dos programas e a Comissão Permanente de Pessoal Docente.
Como
Constituir GT paritário, apurar o índice de sobrecarga docente, fazer benchmark de resoluções de outras federais e redigir minuta para as instâncias competentes.
Quanto custa
Custo baixo na fase de proposta. O impacto orçamentário só surge se a proposta aprovada implicar redistribuição de carga ou novas vagas.
Novo Plano de InternacionalizaçãoAltaEixo 4 · M4.1, M4.4 e M4.5
O quê
Elaborar e aprovar um novo plano de internacionalização (mobilidade, coautoria, dupla titulação e idiomas), em substituição ao plano de 2021.
Por quê
A internacionalização incipiente é fraqueza de alta concordância (95%) e diferencial competitivo frente às instituições do eixo geográfico; o plano vigente está defasado.
Onde
PROPPG, com a Assessoria de Cooperação Internacional e os programas.
Quando
Plano aprovado no 1º semestre de 2027; ao menos uma submissão a edital de internacionalização até 2029.
Quem
PROPPG, ACI e coordenações de PPG.
Como
Diagnosticar a cooperação atual, definir metas por programa, capacitar em idiomas e escrita internacional, firmar acordos e submeter propostas.
Quanto custa
Misto — parte operacional interna; mobilidade e idiomas dependem de edital ou recurso a orçar.
Qualificação de técnicos e acesso de servidores à pós-graduaçãoMédiaEixo 7 · M7.2 e M7.3
O quê
Programa anual de qualificação de técnico-administrativos com foco em apoio à pesquisa e à PG, somado a um fluxo mais claro de acesso de servidores a mestrado, doutorado e especialização.
Por quê
Cruza uma fraqueza (oferta reduzida de formação para os técnicos atuarem no apoio à pesquisa, 83%) com uma oportunidade já manifesta (servidores demandando formação, 84%). O núcleo de captação, o cartão pesquisador e o inventário multiusuário dependem de técnicos qualificados para funcionar.
Onde
PROPPG, com a PROGEP; oferta interna aproveitando os próprios programas da UFTM.
Quando
Levantamento de demanda no 1º semestre de 2027; 1ª turma no 2º semestre de 2027; +20% de acesso até 2029.
Quem
PROPPG, PROGEP e coordenações de PPG.
Como
Levantar a demanda junto aos técnicos, desenhar trilha modular usando o núcleo de captação como conteúdo, inserir o programa no Plano de Desenvolvimento de Pessoas e revisar o fluxo de afastamento.
Quanto custa
Custo baixo — oferta interna com instrutores da casa.
Agendas regionais estratégicas como programas indutoresMédiaEixo 2 · M2.2 e M2.4
O quê
Definir 4 agendas regionais (como envelhecimento e saúde pública, ou bioenergia e biotecnologia) e lançar uma chamada interna anual que financie projetos vinculados a elas.
Por quê
É a agenda de crescimento do plano — a única ação que nasce de uma estratégia ofensiva. Converte demandas concretas do território, da UFTM e do HC-UFTM em projetos, e induz as áreas menos consolidadas, que dificilmente competem em editais abertos.
Onde
PROPPG, com o HC-UFTM, a gestão municipal e regional de saúde, arranjos produtivos locais e as unidades acadêmicas.
Quando
Escuta dos demandantes no 2º semestre de 2026; agendas definidas no 1º semestre de 2027; 1ª chamada interna no 2º semestre; 4 programas até 2028.
Quem
PROPPG, HC-UFTM, Agência UFTM de Inovação, coordenações de PPG e chefias de departamento.
Como
Ouvir os demandantes, publicar as agendas em ato da PROPPG com comitê gestor, lançar chamada anual com recurso-semente e exigir demandante institucional identificado em cada projeto.
Quanto custa
Requer rubrica de recurso-semente para a chamada interna, a orçar.
Aceleração da formação na pós-graduaçãoMédiaEixo 1 · M1.4 e M1.5
O quê
Fluxo normativo que permita a jovens talentos reduzir o tempo de formação por meio de trilhas formativas — aproveitamento de créditos da IC, ingresso direto no doutorado e integralização acelerada.
Por quê
Fortalece a continuidade da formação em pesquisa e estimula a permanência do estudante no percurso da iniciação científica à pós-graduação; menos tempo de titulação também alivia a pressão sobre a cobertura de bolsas.
Onde
Nos programas de pós-graduação.
Quando
Minuta no 2º semestre de 2027; diretriz aprovada no 1º semestre de 2028.
Quem
PROPPG e coordenações de PPG.
Como
Fazer benchmark de diretrizes, redigir minuta participativa e aprovar em instância colegiada.
Quanto custa
Custo baixo — trabalho de comissão e oficinas internas.

Sobre custos e responsáveis. Os valores “a orçar” dependem de estimativa do setor competente — não são cifras oficiais. Os responsáveis indicados são sugestões de unidade; a atribuição definitiva cabe à gestão.

Este plano tem muitos autores

O diagnóstico, a Matriz SWOT e a Missão, Visão e Valores foram construídos pela comunidade — e cada meta e cada ação desta página nasce de um item que ela apontou. A priorização é a etapa seguinte, e ainda está aberta. Leva de 5 a 7 minutos e é anônima.

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